Em nova fase da operação Virada Ambiental, a Prefeitura derruba obras irregulares em Itacuruçá para combater invasões e proteger o meio ambiente.

Sabe aquele sentimento de impotência quando você vê um lugar bonito sendo destruído aos poucos? Pois é. Para quem mora ou ama Mangaratiba, especialmente a região de Itacuruçá, ver a natureza sendo empurrada por construções irregulares machuca como se fosse na carne. E o pior: mesmo depois de serem proibidos, alguns continuam construindo como se nada tivesse acontecido.
Essa situação não é apenas um problema de obras malfeitas — é uma ferida aberta no respeito pelas regras, pelo meio ambiente e pelas pessoas que vivem corretamente. Foi por isso que, nesta terça-feira (13), uma nova fase da operação Virada Ambiental entrou em ação com firmeza. A prefeitura derrubou obras irregulares em Itacuruçá, incluindo três construções, uma ponte de madeira e até um muro feito em área de invasão.
Tudo começou com construções feitas sem autorização em áreas públicas. Para quem não está familiarizado, isso significa que pessoas começaram a levantar casas, muros e outras estruturas em locais que não pertencem a elas e que não podem ser usados desse jeito.
Essas construções não só estavam proibidas como já tinham sido embargadas antes. Mesmo assim, os responsáveis ignoraram a fiscalização e seguiram com as obras. Em alguns casos, ampliaram ainda mais as estruturas. A paciência acabou.
Com isso, a Prefeitura de Mangaratiba precisou montar uma força-tarefa para retomar o controle da situação. A operação contou com apoio da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, agentes da Guarda Municipal e das Secretarias de Meio Ambiente, Segurança, Trânsito, Obras e Infraestrutura.
Durante a operação, houve até agressão. Isso mesmo. Alguns dos invasores atacaram os agentes com palavras, empurrões e até ferramentas. Apesar disso, a ação seguiu firme, derrubando o que precisava ser retirado e recolhendo dezenas de equipamentos usados nas obras.
Pode parecer, à primeira vista, que derrubar uma casinha aqui ou um muro ali não faz tanta diferença. Mas faz. E muita.
Quando alguém ocupa um terreno de forma irregular, está dizendo: “a lei não vale pra mim”. Isso incentiva outras pessoas a fazerem o mesmo. Daqui a pouco, a praia está tomada, a floresta destruída e o solo comprometido.
Além disso, essas obras não têm estrutura segura. Uma ponte de madeira feita sem fiscalização pode desabar e machucar alguém. Um muro mal construído pode cair. E o pior: tudo isso afeta também o meio ambiente, que já sofre tanto com a ação humana.
É importante lembrar que as áreas públicas existem para todos. Quando alguém toma posse de forma ilegal, está tirando o direito de uso coletivo e afetando a qualidade de vida de quem mora ali legalmente, paga seus impostos e cuida da cidade.
A Operação Virada Ambiental vem mostrando que Mangaratiba está levando a sério a luta contra os crimes ambientais e as ocupações irregulares. Mas também revelou que essa é uma batalha que vai além da fiscalização — envolve conscientização, respeito e união da população.
Na ação desta semana, além das demolições:
É uma resposta clara da cidade: não dá mais para tolerar abusos.
Talvez você esteja se perguntando: “Mas o que eu posso fazer?”
A resposta é simples: fale, observe e proteja. Se você vê uma construção irregular, denuncie. Se percebe uma área sendo ocupada sem autorização, informe às autoridades. Essa luta também é sua.
Você não precisa ser especialista em leis ou ambientalista para entender que o lugar onde vivemos precisa ser cuidado. Um muro hoje pode ser a destruição da paisagem de amanhã. E mais que isso: pode ser o começo de um desrespeito em cadeia que afeta toda a cidade.
O esforço da prefeitura não é para punir, mas para corrigir. Para garantir que a natureza de Itacuruçá continue linda, livre e segura. Para assegurar que as próximas gerações possam passear por lá sem tropeçar em muros erguidos sem permissão.
A prefeitura derruba obras irregulares em Itacuruçá, sim. E faz isso por você, por mim, por todos que acreditam que a cidade é de todos — e não de quem tenta tomar à força o que é coletivo.
Fonte: Prefeitura de Mangaratiba
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